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ARTIGOS
01. A Pérola e a Ostra
02. Atitudes
03. Barulho de Carroça
04. Carta Princípio 
05. Conheci muitos Professores
06. Desiderata
07. Faça acontecer
08. Liderança Servidora
09. Lobos Internos
10. Nascemos para aprender
11. O Bambu
12. O Novo Professor
13. O País da vergonha
14. O Professor encantador
15. O que todo casal deveria saber
16. Pare de reclamar
17. Saber ouvir
18. Ser professor - Ivone Boechat
19. Ser professor - Marcos Meier
20. Ser professor - João Beauclair
21. Um meio ou uma desculpa
NASCEMOS PARA APRENDER
 

Quando nascemos nossos cérebros já funcionavam e desenvolviam estruturas que possibilitariam aprender. Daí a importância dos estímulos sensoriais, afetivos, tão sábia e naturalmente desenvolvidos pelas mães.

Aprendemos a viver no pequeno espaço corpóreo materno. Por instinto de preservação da vida, aprendemos a fonte do alimento materno, aprendemos a linguagem dos sinais – especialmente faciais, para pedir colo, para reclamar, para demonstrar desprazer por determinados alimentos. E rapidamente ensinamos nossas mães a entenderem a linguagem não verbal. Aprender e ensinar já se insinuavam, então, como um processo interativo.

O normal, portanto, é aprender. Nascemos para aprender, nascemos para ensinar.

Quando uma criança não está alcançando o nível de aprendizagem adequado a sua idade, seja em casa ou na escola, com certeza existe alguma interferência nesse processo. Às vezes levamos muito tempo para identificar as razões que desequilibram o emocional e causam bloqueios na aprendizagem. Quanto mais tempo levarmos para identificar e corrigir esse bloqueio, mais se fortalecem crenças limitantes, do tipo: “eu não consigo aprender”, “é muito difícil...”, “tenho muita dificuldade”. É através da observação constante, da percepção, que podemos encontrar formas de reverter esse sentimento.

Gordon Dryden e Jewannet Vos, psicólogos norteamericanos, asseguram que 80% das dificuldades de aprendizagem são decorrentes de estresse, tensão, medo, insegurança, ou seja, condições emocionais adversas, constantes e anteriores ao momento da aprendizagem.
Lembrei-me do caso de uma aluna, já adolescente, reprovada em várias disciplinas. No conselho de classe os professores afirmavam que ela parecia estar em outro mundo, totalmente desinteressada, desligada e com imensa dificuldade de entender o que se falasse em sala, embora fosse sempre muito educada e atenciosa com todos e com excelente comportamento.

Na entrega do boletim aos pais ficou fácil entender toda a “dificuldade” de aprendizagem da jovem.

A mãe gritava na secretaria da escola que a filha seria severamente castigada, que ela não prestava, que era sua filha, mas  não valia nada, só dava problema,  não servia para nada, não sabia sequer arrumar sua cama, lavar uma louça, etc (não sabia por que não foi ensinado).

Ora, claro que essa jovem teria dificuldade de aprender. Seu sistema emocional estava comprometido, sua autoestima estava destruída. Quanta tensão, quanto medo. Como pode alguém nesse estado se sentir motivado, estimulado, instigado a aprender?

Claro que existem graus de dificuldades próprias de cada processo de aprendizagem e estas são vencidas, naturalmente, no próprio desenvolvimento de cada etapa. Cabe ao professor, como também aos pais, saber fazer esse discernimento.

Outras dificuldades são decorrentes de fatores internos de cada um, e devem ser observadas e tratadas por especialistas como fonoaudiólogo, psicopedagogo, psicólogos, etc, conforme sinalização da própria escola ou percepção da família.

É preciso ficar claro, que TODOS PODEM APRENDER. As pessoas com necessidades especiais têm demonstrado extraordinária capacidade de aprendizagem, consideradas eventuais limitações físicas, desde que os temas sejam abordados de forma adequada.

Em boa parte das vezes, a falta de motivação, a baixa autoestima e as crenças limitantes são as vilãs das dificuldades de aprendizagem. 

A maior dificuldade não é aprender, é ensinar.

Vale a pena pensar sobre isso.

Prof Serrano Freire

 

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